sábado, 15 de agosto de 2015

formas e medos

Há pouco vivíamos assim confiantes
em casas bonitas com frentes formas redondas sinuosas
casas aconchegantes
e o medo começou a tomar conta
impedindo a vida, o fluido, o ser
de ser em paz
o medo começou a produzir tensão com seu pensamento
e tensionados estão
sob tetos retos vivendo
gélidos tetos de vidro
com os bolsos cheios de pedras
se preparando para sair à rua
casinhas retas lisas iguais
dando eco no vazio do estômago
refletindo submissão
a não criação

Criemos
Plantemos o que queremos
Futuro nós mesmos
Presentes agoras
Olhando as casas de outra hora
cheias de história
cuidando as folhas no chão
Tem salvação

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